O Bloco de Esquerda optou por adiar a votação dos seus projectos de lei contra a corrupção, de modo a dar mais tempo ao PS de se decidir em votar a favor das suas propostas. Louçã acredita que a maioria dos deputados socialistas é a favor do levantamento do sigilo bancário, mas vão votar contra porque o primeiro-ministro o decidiu.
O PCP vai também apresentar propostas contra o enriquecimento lícito.
O PSD já afirmou que vai votar a favor destas propostas, de modo a criar um consenso na Assembleia da República, na questão da corrupção, mas o PS continua não se sabe bem porquê, a tentar ganhar tempo e a adiar as reformas que são essenciais para o país.
Na anterior legislatura, deputados do PS como João Cravinho e Vera Jardim tinham apresentado propostas de combate á corrupção, mas o PS decidiu não as apresentar no Parlamento.
O motivo para tanto adiamento e recusa de discussão parece ser um mistério ao qual apenas um grupo de homens poderosos fora do Estado devem saber a resposta.
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Quinta-feira, Dezembro 03, 2009
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Na Suiça, a crescente imigração de populações muçulmanas, levou a uma reacção intolerante da reacção. A igreja e os partidos de direita e democratas-cristãos mobilizaram-se para impedirem que mais mesquitas com minaretes (torres pontiagudas, comuns nas "igrejas" islâmicas) fossem construídas no país. O motivo? Os minaretes estragam a paisagem. Face a uma questão que se tornou polémica, num país maioritariamente cristão, com apenas 400.000 muçulmanos numa população de 7,6 milhões, o governo (que nada tem contra os minaretes), decidiu referendar a questão. 57% da população votou "sim" ao fim dos minaretes, que estão presentes em apenas 4 das 180 mesquitas que existem no país.
A verdade é que o que está em causa não é a proibição do islamismo ou do culto islâmico no país, mas sim uma irrelevante questão estética. Os minaretes não são obrigatórios nas mesquitas, mas os cristãos acham-nos horrorosos (como eu acho os simbolos cristãos horrorosos e estou cheio deles á volta) e por isso decidiram proibi-los.
Este referente faz-me pensar se não teriamos um resultado semelhante se aqui se fizesse um referendo ao casamento entre homossexuais. É que, segundo as sondagens mais recentes, apenas 37% dos suiços estavam dispostos a votar pela proibição dos minaretes. No entanto, ganhou o "sim". Porquê? Porque provavelmente, a grande maioria das pessoas capazes de votar "não", ficaram em casa porque a questão não lhes interessa (o que é compreensível). Não se poderá bem passar o mesmo cá se se referendasse os casamentos entre pessoasd do mesmo sexo?
Não é por acaso que somos uma democracia parlamentar, e não uma ditadura das maiorias.
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Domingo, Novembro 29, 2009
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Inspirada a inspiração, o artista pode iniciar a sua jornada. Chamar-lhe-á epifania, por razões intelectuais, até mesmo culturais.
Muitos artistas não compreendem o porquê da sua inspiração, ou porque a sua inspiração resulta desse modo, quando inspirada. Na verdade esse método é infalível e universal.
A sorte de tal artista decorre de nem toda a gente, ou melhor, a sua fortuna deriva do facto da grande maioria da população não procurar fazer arte em tais moldes. As razoes que determinam dado comportamento são essencialmente culturais, para alem do artista neste aspecto ser um tanto como o mágico, que não pretende nem quer revelar os segredos por detrás da sua ilusão.
De algum modo a inspiração suspende o ser individual, como se anulasse a personalidade do indivíduo, libertando este das amarras da responsabilidade para com o outro. Não existe ligação directa com o outro, nem com a própria pessoa.
O artista, uma vez inspirado, adquire liberdade absoluta para expressar a sua presente ilusão. Enquanto inspirado, o artista ascende á virtude do ser translúcido, observando assim vislumbrado o mundo das essências verdadeiras. Essa capacidade de vislumbrar para além das aparências do mundo real permite ao artista treinado na inspiração comparar a coisa verdadeira com a coisa aparente. Alcançar essa posição favorável no reino do que é translúcido é o ideal que está reservado ao verdadeiro artista.
Muitos artistas nunca encontram o caminho que leva ao autêntico ideal, permanecendo na armadilha da falsa inspiração e que distrai o artista do seu verdadeiro propósito. O percurso que leva ao vislumbre das essências verdadeiras é em si mesmo sedutor e por isso avançar nele implica um certo domínio de si mesmo pela parte do artista. Todavia a sedução do esquecimento do próprio ser, a sedução do ócio do sonho consegue tentar com sucesso o artista enquanto jovem, conseguindo ainda muitas vezes afastar o artista do espectáculo da arte ideal.
Muitos artistas não compreendem o porquê da sua inspiração, ou porque a sua inspiração resulta desse modo, quando inspirada. Na verdade esse método é infalível e universal.
A sorte de tal artista decorre de nem toda a gente, ou melhor, a sua fortuna deriva do facto da grande maioria da população não procurar fazer arte em tais moldes. As razoes que determinam dado comportamento são essencialmente culturais, para alem do artista neste aspecto ser um tanto como o mágico, que não pretende nem quer revelar os segredos por detrás da sua ilusão.
De algum modo a inspiração suspende o ser individual, como se anulasse a personalidade do indivíduo, libertando este das amarras da responsabilidade para com o outro. Não existe ligação directa com o outro, nem com a própria pessoa.
O artista, uma vez inspirado, adquire liberdade absoluta para expressar a sua presente ilusão. Enquanto inspirado, o artista ascende á virtude do ser translúcido, observando assim vislumbrado o mundo das essências verdadeiras. Essa capacidade de vislumbrar para além das aparências do mundo real permite ao artista treinado na inspiração comparar a coisa verdadeira com a coisa aparente. Alcançar essa posição favorável no reino do que é translúcido é o ideal que está reservado ao verdadeiro artista.
Muitos artistas nunca encontram o caminho que leva ao autêntico ideal, permanecendo na armadilha da falsa inspiração e que distrai o artista do seu verdadeiro propósito. O percurso que leva ao vislumbre das essências verdadeiras é em si mesmo sedutor e por isso avançar nele implica um certo domínio de si mesmo pela parte do artista. Todavia a sedução do esquecimento do próprio ser, a sedução do ócio do sonho consegue tentar com sucesso o artista enquanto jovem, conseguindo ainda muitas vezes afastar o artista do espectáculo da arte ideal.
Haverá profissão mais nobre do que a politica?
Definimos a política como a maior e melhor predisposição para o altruísmo, e ainda para a renúncia pessoal em prol do colectivo. Idealmente fará sentido atribuir á política a profissão nobre por excelência.
Todavia, qualquer inquérito em qualquer parte do mundo, desenvolvido ou em vias disso mesmo, ditará o exacto oposto juízo pelo qual definimos a politica. Interessa saber porquê, nada pode ser mais importante do que conhecer as razões pelas quais se tece semelhante trama.
Existem dois modelos de sistemas políticos possíveis, que se pretendem distintos para o colectivo imaginário do cidadão do mundo. Dizemos que só existem dois sistemas políticos possíveis porque somente esses dois regimes políticos são consentâneos com o modelo de democracia política, e é sabido por todos que a democracia é de todos os sistemas políticos o menos mau…
Temos assim dois modelos de sistemas políticos á nossa disposição, mercê da nossa escolha colectiva e individual. Um sistema politico assume, quer assumir para si mesmo o domínio, a submissão do sistema económico, ou do mercado de mercadorias, enquanto que o outro modelo politico prevê a existência de economia de mercado, e portanto economia e politica devem ser e ter poderes institucionais distintos, ou seja a esfera de poder legalmente concedida pelo cidadão do mundo deve ser limitada, possuir limites muito claros no que respeita á sua influencia sobre o sector privado da economia, já que este deve ser governado pelas leis da economia de mercado, que reportam sobretudo a Darwin e á sua teoria sobre a evolução das espécies.
De um modo geral o mundo ocidental conseguiu fazer vingar a preferência mundial pelo segundo modelo de democracia política, em detrimento do primeiro modelo de sistema político, sendo as razões apresentadas fundamentalmente a corrupção do poder político e a absurda burocracia necessária ao cumprimento das requisições do cidadão do mundo.
De um modo geral difundiu-se a ideia mental de que a iniciativa privada livre dos padrões estáticos do estado do poder popular consegue frutos inimagináveis e incríveis para quem for esperto o suficiente para saber aproveitar a necessidade de muitos, o desespero de muitos, a ignorância de muitos…
A promessa de liberdade fica automaticamente cumprida assim que o poder económico e financeiro assume a sua independência do poder politico popular. A liberdade enquanto ideal depressa se transforma em ideal de independência económica, o seu reconhecimento pessoal pode ser visto na tabela salarial do ordenado mínimo…
O salário mínimo, a tão almejada liberdade, ou independência económica, assim que alcançada, realiza uma descoberta íntima no seu proprietário: é livre, mas não tem o que deseja. O que há-de fazer? Não pode revoltar-se pois a sua condição é livre. A solução tem de estar no sistema político, e já que não se pode voltar para o poder político, deve procurar as respostas que a economia de mercado oferece.
O crédito resolve a ambição do seu desejo, em determinados casos específicos. Todavia a sua tão querida independência económica e financeira fica seriamente comprometida, as suas prestações mensais obrigam á recordação das correntes que o prendem á manutenção do cumprimento da sua palavra, da sua honra, pese embora o facto de que a sua honra não é a coisa mais importante nesse contracto de crédito, o que interessa sempre é a eventual prossecução do valor em causa.
De qualquer forma, qual era a alternativa? A resignação á renúncia? É obvio que as alternativas sempre dependem de cada caso em particular, mas muitas vezes o problemas pode ser solucionado simplesmente se adicionarmos ao sujeito uma quantidade de potenciais sujeitos, que em conjunto podem realmente adquirir o objecto em causa, cabendo a sua utilidade assim a mais do que um cidadão do mundo que por si só não é capaz de realizar o que deseja.
Qual era então a alternativa, eis a questão, eis a resposta. Em vez de vários indivíduos privados da sua liberdade económica, teríamos pólos colectivos, ou comunas em que esses vários cidadãos do mundo se tinham unido para adquirirem objectos que por si só não conseguiriam adquirir sem abdicarem da sua independência financeira face às agências de crédito.
Uma comunhão de esforços e interesses, uma contribuição individual para uma retribuição colectiva, eis a nobreza da politica económica na feliz realização do cidadão do mundo.
Definimos a política como a maior e melhor predisposição para o altruísmo, e ainda para a renúncia pessoal em prol do colectivo. Idealmente fará sentido atribuir á política a profissão nobre por excelência.
Todavia, qualquer inquérito em qualquer parte do mundo, desenvolvido ou em vias disso mesmo, ditará o exacto oposto juízo pelo qual definimos a politica. Interessa saber porquê, nada pode ser mais importante do que conhecer as razões pelas quais se tece semelhante trama.
Existem dois modelos de sistemas políticos possíveis, que se pretendem distintos para o colectivo imaginário do cidadão do mundo. Dizemos que só existem dois sistemas políticos possíveis porque somente esses dois regimes políticos são consentâneos com o modelo de democracia política, e é sabido por todos que a democracia é de todos os sistemas políticos o menos mau…
Temos assim dois modelos de sistemas políticos á nossa disposição, mercê da nossa escolha colectiva e individual. Um sistema politico assume, quer assumir para si mesmo o domínio, a submissão do sistema económico, ou do mercado de mercadorias, enquanto que o outro modelo politico prevê a existência de economia de mercado, e portanto economia e politica devem ser e ter poderes institucionais distintos, ou seja a esfera de poder legalmente concedida pelo cidadão do mundo deve ser limitada, possuir limites muito claros no que respeita á sua influencia sobre o sector privado da economia, já que este deve ser governado pelas leis da economia de mercado, que reportam sobretudo a Darwin e á sua teoria sobre a evolução das espécies.
De um modo geral o mundo ocidental conseguiu fazer vingar a preferência mundial pelo segundo modelo de democracia política, em detrimento do primeiro modelo de sistema político, sendo as razões apresentadas fundamentalmente a corrupção do poder político e a absurda burocracia necessária ao cumprimento das requisições do cidadão do mundo.
De um modo geral difundiu-se a ideia mental de que a iniciativa privada livre dos padrões estáticos do estado do poder popular consegue frutos inimagináveis e incríveis para quem for esperto o suficiente para saber aproveitar a necessidade de muitos, o desespero de muitos, a ignorância de muitos…
A promessa de liberdade fica automaticamente cumprida assim que o poder económico e financeiro assume a sua independência do poder politico popular. A liberdade enquanto ideal depressa se transforma em ideal de independência económica, o seu reconhecimento pessoal pode ser visto na tabela salarial do ordenado mínimo…
O salário mínimo, a tão almejada liberdade, ou independência económica, assim que alcançada, realiza uma descoberta íntima no seu proprietário: é livre, mas não tem o que deseja. O que há-de fazer? Não pode revoltar-se pois a sua condição é livre. A solução tem de estar no sistema político, e já que não se pode voltar para o poder político, deve procurar as respostas que a economia de mercado oferece.
O crédito resolve a ambição do seu desejo, em determinados casos específicos. Todavia a sua tão querida independência económica e financeira fica seriamente comprometida, as suas prestações mensais obrigam á recordação das correntes que o prendem á manutenção do cumprimento da sua palavra, da sua honra, pese embora o facto de que a sua honra não é a coisa mais importante nesse contracto de crédito, o que interessa sempre é a eventual prossecução do valor em causa.
De qualquer forma, qual era a alternativa? A resignação á renúncia? É obvio que as alternativas sempre dependem de cada caso em particular, mas muitas vezes o problemas pode ser solucionado simplesmente se adicionarmos ao sujeito uma quantidade de potenciais sujeitos, que em conjunto podem realmente adquirir o objecto em causa, cabendo a sua utilidade assim a mais do que um cidadão do mundo que por si só não é capaz de realizar o que deseja.
Qual era então a alternativa, eis a questão, eis a resposta. Em vez de vários indivíduos privados da sua liberdade económica, teríamos pólos colectivos, ou comunas em que esses vários cidadãos do mundo se tinham unido para adquirirem objectos que por si só não conseguiriam adquirir sem abdicarem da sua independência financeira face às agências de crédito.
Uma comunhão de esforços e interesses, uma contribuição individual para uma retribuição colectiva, eis a nobreza da politica económica na feliz realização do cidadão do mundo.

Um inquérito sobre o grau de preocupação com as consequências da gripe A, feito pelo Centro Análise, um projecto da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP),revelou que 77,9% dos inquiridos estão preocupados ou muito preocupados e que 83,8% consideraram provável contrair o vírus nos próximos 6 meses. Apenas 19,3% se sentem "pouco ou nada preocupados".
É interessante verificar o pânico generalizado e infundado das pessoas em relação a esta gripe. É uma pena, aliás que isso aconteça, ainda que seja melhor terem excesso de cautela do que demasiado pouco numa situação em que deveriam ter mais.
Mas o mediatismo da gripe A, muito favorecido pelos média, é apenas útil aos governos e aos laboratórios, pois se uns querem um povo medroso, controlado e servil, outros querem os lucros que provêm da venda das vacinas, antibióticos e testes de despistagem do vírus, que não são de todo baratos.
Na Ucrânia, onde 2% da população está infectada com o vírus da gripe A, e onde já houve mais de duas centenas de mortos, o governo (democrático) usou a desculpa da gripe para decretar medidas que restringem a liberdade dos cidadãos e alegadamente lançar pelo ar químicos desconhecidos sobre várias regiões do país.
Diz-se que em Portugal 30% da população pode vir a ser infectada, estimativa absolutamente disparatada e enganadora que pretende lançar o pânico sobre o nosso povo e fortalecer os interesses do Estado e de certos grupos económicos ligados á saúde.
Espero no entanto que o país acorde e que não aceite a vacinação geral, como se está a fazer nos EUA, até que nos deiam garantias suficientes de que a vacina não traz riscos ainda mais graves do que a própria doença.
Publicado por
Mastermind
em
Quinta-feira, Novembro 19, 2009
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gripe A
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Antes que estranhem alguma coisa, o Space_aye, precisamente eu, mudou de nome para Mastermind. A partir de agora Space_aye é apenas o nick do cronista d´Os Gargulas.
No caso de estranharem este comunicado, digo-vos que também não tenho mais nada para postar desde há uns dias para cá.
No caso de estranharem este comunicado, digo-vos que também não tenho mais nada para postar desde há uns dias para cá.
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