Após a entrega á Assembleia da República de uma petição contra o aborto lançada por um grupo de individualidades e assinada por 5.000 pessoas, todas as bancadas da esquerda representadas na AR rejeitaram apetição e criticaram duramente a linguagem dos peticionários.
Frases como "é preciso parar quanto antes com a matança dos inocentes" ou "abortar é o mesmo que matar" demonstram o sectarismo e o fanatismo daqueles que lançaram apetição e foram elas o grande alvo das criticas do PS, BE e PCP.
Mas mais importante que isso foi a direita não se ter lançado em defesa dos peticionários, que pretendiam revogar uma lei favorável á vontade popular conforme foi demonstrado no referendo á IVG em 2007.
O PSD recusou fazer qualquer alteração ou revogação da lei e o CDS apenas defendeu uma "reflexão" á lei centrando-se nas suas "dificuldades".
Este foi um dia muito importante para a nossa democracia, mostrando o seu carácter mais maduro, especialmente quando a direita rejeita a pressão destes lobbys religiosos e "pro-vida".
Agora tão cedo não vamos mais ouvir falar estes fanáticos e vamos centrar-nos nas questões fundamentais, que realmente interessam neste momento ao nosso país, como é o caso do desemprego, a precariedade, a pobreza, a educação, a saúde, entre muitos outros.
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