Os nossos políticos do Bloco Central (PS e PSD) tendem a ser demasiado pouco ideológicos, e também de carácter muito semelhante.
Manuela Ferreira Leite é, á imagem de muitos, um pessoa mais integra, mais honesta e mais verdadeira.
É de facto um pouco assim, mas não tanto por seu próprio mérito pessoal.
Ela simplesmente não é tão capaz de fazer oposição de modo oportunista como os seus antecessores, isto é, coisas como manifestar posições desfavoráveis ás reformas do governo PS quando na verdade é favorável a elas, como provou no passado, quando o partido estava no governo e as defendeu.
Manuela Ferreira Leite não é assim. Não por carácter, mas por ser um político extremamente ideológico, fortemente de direita.
A líder do PSD já deu provas disso quando á pouco tempo, em entrevista, não teve problemas em dizer o que pensa no que toca ás áreas que devem ser privatizadas, que basicamente, na opinião desta, são quase todas.
É algo que há muito tempo não víamos num político de direita em Portugal, num partido do bloco central.
Ainda assim, fico com dúvidas se as reformas do governo iria parar ou não, caso Manuela Ferreira Leite vencesse as eleições legislativas deste ano. Provavelmente iriam. As reformas, as obras públicas, tudo. Só o pior é que ia permanecer - o desemprego, a precariedade, a pobreza, etc. Porque o país está endividado! (como se nunca tivesse estado, inclusive durante o último governo em que foi ministra).
Neste momento, o PSD é uma incógnita. Uma incógnita demasiado grande e com demasiados riscos para os portugueses votarem nele.
Espero sinceramente que em 27 de Outubro, os portugueses não demonstrem ter memória curta. Nem para um lado nem para o outro (deste bloco central rotativista).
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